Dicas de cuidados com as crianças na piscina

As férias chegaram, o verão chegou e o calor veio junto. Com isso, aumenta também a vontade de se jogar em uma piscina para se refrescar. Mas, cuidado! Usar protetor solar não é a única proteção que você deve ter. Com as crianças, principalmente, a atenção é redobrada. Segundo a ONG Criança Segura, que tem o objetivo de orientar os pais dos maiores acidentes dentro de casa com a criança, indica que a maioria deles ocorre por descuidos, como deixar o portão da piscina destrancado, sair para atender a porta ou um telefonema e deixar a criança sem supervisão, sair para pegar uma toalha enquanto o bebê está sozinho brincando com baldes ou na piscina, e até deixar a porta do banheiro aberta e a tampa da privada destampada (na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários podem ser perigosos).

Por isso, preparamos abaixo sete dicas para prevenir acidentes inesperados nesse período: 

 

1-      Uso de boias:

Usando ou não as boias, é fundamental que os pais fiquem sempre atentos quando as crianças estiverem na praia ou na piscina, já que o uso do equipamento vai depender do quanto à criança está acostumada a nadar. No caso daquelas boias de braços, por exemplo, há o risco de a criança de desequilibrar e ficar com o rosto na água, podendo se afogar, por isso, elas devem ser supervisionadas a cada segundo por um adulto.

2-      Piscinas com grande profundidade:

Nadar em piscinas de maior profundidade, ou até mesmo na beirada do mar, exige uma atenção ainda maior dos pais ou responsáveis. Não sustente a falsa impressão de que não há problemas quando a criança consegue ficar de pé. Há risco de afogamento em qualquer área, mesmo na parte mais rasa.

3-      Quando os pais precisam entrar na água:

Bebês com até dois anos devem estar sempre acompanhados. Já as crianças mais velhas e acostumadas com a água podem ter a supervisão de fora, mas sempre com cuidado. Na praia também não adianta ficar sentado embaixo do guarda-sol só observando, pois pode vir uma onda mais forte ou alguma outra criança sem querer afoga-la. Fique atento ainda para não cochilar, não dar as costas, evitar atender telefonemas que possam distraí-los ou sair para buscar algo, mesmo que por pouco tempo, alertam os especialistas.

4-      Brincadeiras na borda da piscina:

O alerta deve ser feito pelos pais. Esse tipo de atividade pode causar acidentes graves, como escorregar e bater a cabeça, perder a consciência ou até machucar alguém. O cuidado é o mesmo para brincadeiras dentro da água, como abraçar, subir nos ombros, afundar o coleguinha e outras atitudes mais perigosas não devem ser aceitas.

5-      Deixar boias e prancha é mais seguro?

Boias podem dar a falsa impressão de que a criança está segura e não precisa de supervisão, o que não é verdade. Nada deve substituir a atenção constante dos pais ou responsáveis. Essa é a principal forma de segurança, pois se uma criança engolir muita água e se afogar por conta de uma brincadeira ou um desiquilíbrio, dificilmente conseguirá chegar até uma boia para se segurar.

6-      Cloro da piscina:

Quem tem piscina em casa ou mora em prédio que tenha uma, sabe da importância da higienização, e o produto mais utilizado nesses casos é o cloro. Apesar de conservar a saúde da piscina, o cloro não ajuda na saúde das crianças. Ele pode irritar a pele e as mucosas do nariz e dos olhos, podendo desencadear crises de asma, renite alérgica e dermatite. Por isso, não deixe as crianças muito tempo na água, e todas as vezes que elas saírem da piscina, sempre tomar um banho de algo doce no chuveiro.

7-      Baldes e bacias:

Sabemos que muitas crianças não têm acesso à piscina, e para se refrescar nesse calorzão fazem brincadeiras em baldes e bacias. Por não serem tão fundos, esses equipamentos parece não apresentar perigo, mas muitos afogamentos acontecem nessas situações, em poucos segundos de distração. Por isso, todo cuidado é pouco!

Alanna Freitas – *Com informações da ONG Criança Segura / Foto: Pixabay